segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ah! o homem é tão efêmero que, mesmo onde está verdadeiramente seguro da sua existência, no único lugar em que sua presença produz uma impressão real, ou seja na saudade, no coração daqueles que lhe são caros, mesmo aí deve apagar-se e desaparecer o mais depressa possível!


"Werther", Goethe




Paula

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eu me lembro.
Eu vejo a tinta.
Eu vejo o dia.
Eu vejo minha vida, sua morte.
Minha vida que continua, sua morte que continua.


(Hiroshima Meu Amor)




Paula

terça-feira, 25 de agosto de 2009

e o que ele gostava era de mim, do fluminense, de ray-ban
e de
eskibon.

meu pai era assim,
e, com o tempo, só deixou de gostar um pouco de eskibon
e do fluminense.

e eu sou assim, uma saudade
apertada por uma fita de cetim verde-garrafa.
a cara de choro eu escondo com o ray-ban marrom anos 70.




Paula

domingo, 16 de agosto de 2009

e eu vou, e eu voo, e eu voo
e você faz de suas mãos minhas asas
e você me levanta

como se houvesse no céu algum limite
pra eu poder voar
um pássaro
você mantém então preso em suas mãos

Num promenade


Paula

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

de quando as estações se invadem


e deixam no peito uma devassidão irreparável






Paula