sexta-feira, 30 de março de 2007

E se eu não tivesse te encontrado, como seria?
Triste? Solitário? Monótono?
Agora, você me achou, mas como era?
Um vazio?


Paula
("I aint gonna worry, I aint gonna push/So come on, come on, come on, come on baby/Stop beatin round the bush...Let's get it on")

quarta-feira, 28 de março de 2007

Quando a poesia vai parar na cozinha

Ter que rimar não faz muito sentido.
Se o que é dito é o que importa,
não há por que ligar amor a dor.
Só que me ensinaram desde cedo
que a rima é fundamental, que poesia é assim.
Mas há quem discorda.
E houve os que rejeitaram essa forma
- sem acento, se faz a rima; com acento, não.
É como pão com requeijão,
mas prefiro com manteiga.



Paula

terça-feira, 27 de março de 2007

Ah, quem é que tem o tal "jogo poético", hein?

"Bela crônica.
De tão bela, subestimei-te,
e fui caçar na internet para ver a autoria.
Não há.
Ou melhor, não há outra.
Torço para que seja sobre ti
e o teu momento.
E outro dia mesmo ainda andavas sem inspiração...
Não escondas teu jogo poético,
Fogo Vermelho.
Dê asas às tuas palavras.
Deixe tuas labaredas arderem.
Não as contenha.
Que elas propaguem tua exuberância para a visão de todos,
já que quem tem talento tem por obrigação exibi-lo,
para que cada vez mais,
mais almas sejam iluminadas por ele.

Felicidades, criança.
RWN

PS: Perdão, acho que foi o café... :-P"


Paula

segunda-feira, 26 de março de 2007

"As cicatrizes lá estavam, o nariz de alcoólico, a boca de macaco, os olhos reduzidos a fendas, e lá estava também o sorriso estúpido, contente e ridículo de um homem feliz sem saber por quê."

(Mulheres - Bukowski)




Paula

sexta-feira, 23 de março de 2007

História sem happy end
Ele era um rapaz cujos olhos coloridos enxergavam o mundo com doçura. Seu olhar, apesar de cansado, expressava ânsia de aprender sempre mais. Acreditava que de tudo pudesse se extrair algo positivo, um ensinamento. Falava de qualquer coisa com paixão e dividia, com aquele que ouvia, esse sentimento. Era humilde, de nobre coração.
Pois, então, chegou o dia em que seu caminho se cruzou com o de uma moça. De personalidade singular e com olhos que, por vezes, tinham apenas duas cores, ela acreditava nos sonhos e não imaginava que se pudesse viver sem amor. E foi uma conversa - uma longa conversa – que os aproximou.
Encontraram-se outras vezes, e podia-se ver na excitação das palavras que algo importante surgia... Decidiram ficar juntos. Pronto! Ficaram juntos, e a vontade de que o hoje se prolongasse se via em cada toque, em cada gesto. Pela primeira vez na vida, amavam! Oh, tal descoberta como traz paz ao espírito! Não faziam planos, ela não lhes dava asas. Por medo ou por não querer, não se sabe. Ele não lhe dava flores – rosas nem outra qualquer; dava, contudo, vida. “Onde há vida, há flores!”, pensava ela. Construíam pouco a pouco uma história duradoura, “sincera” (nas palavras dele) e “grandiosa” (nas dela). E tal história durou “para sempre”, mesmo que “para sempre” nunca tenha chegado.




Paula

quinta-feira, 15 de março de 2007

Ai de ti, Copacabana e das tuas putas tristes e dos teus michês baratos.
Ai dos vagabundos e moribundos que se confundem nas calçadas e dividem os bancos das praças com senhores e senhoras de bem.
Ai, também, de todos aqueles que ainda sentem repulsa pelos malfadados, porque são repudiáveis.

Paula Fernanda

Curinga...



Não faz muito tempo...


Criei asas, aprendi a voar


Pousei como orvalho da noite e


Debulhei sem pressa a felicidade...





Não reconheço os dias ...


São comuns, e alegres


Sinto a fragrância das flores de campo,


Ainda que desconfie que estejam longe...





Andei ao encontro...


Sem saber que aqui estava o meu amor, que


Tampouco é egoísta, portanto, não só meu se faz...


Sou melhor agora... e o mundo também.


Mis :)

segunda-feira, 5 de março de 2007

20 anos recolhidos
(Chacal)

chegou a hora de amar desesperadamente
apaixonadamente
descontroladamente
chegou a hora de mudar o estilo
de mudar o vestido
chegou atrasada como um trem atrasado
mas que chega



Paulinha

quinta-feira, 1 de março de 2007

mundo vagabundo mundo
mundo tão imundo mudo
de visão mudo
de expressão vira mundo
gira
em torno do Sol se aquece
deixa de ser mudo mundo
berra
berra para todo mundo ouvir
que há pressa
o tempo num segundo passa
não espera
grita mundo
mundano
mundial
mundaréu
mundo berra
não espera
se adianta que há guerra
muda mundo


Paula Fernanda