quarta-feira, 9 de maio de 2007

Em gotas ela vem, formando largas poças sob meus pés. O meu reflexo, olho de cima, é tortuoso e disforme. Me sinto de cabeça pra baixo, observando o mundo ao contrário, e até parece mais bonito assim. Vou de encontro a mim mesma, tentando achar um meio de unir dois eus. De repente, bem ao longe, surge uma canção. Seu tom é sofredor, e a poesia é das mais belas que já vi, de alguém que, provavelmente, sofreu mais do que eu. Talvez se viu numa poça, observou o mundo ao contrário, se encontrou consigo mesmo e conseguiu unir seus eus através de notas que compõem um jazz cortante. Alegro-me! É possível ser triste e belo; tortuoso, disforme, e, ainda assim, poético. Quero continuar de cabeça pra baixo, olhando tudo ao contrário, vendo as raízes para o alto, e os galhos rasgando o solo. E ser iluminada por estrelas-do-mar, enquanto acontece a união do céu com o oceano.
Paula

2 comentários:

ÅĿZ¦Я@ disse...

E viva o mundo ao contrário!!! Lindo Plix, mt lindo mesmo!!!

frodooliveira disse...

Oi, Paulinha! O Samuca, muito gentilmente, me deu seu endereço. Achei bem bacana o que vc escreve. Mas vc precisa de leitores, e isso só se consegue visitando outros blogs e deixando comentários!...façamos o seguinte: vou te linkar e te recomendar aos meus amigos irtuais, ok?
Bjs, foi um prazer te conhecer. Voltarei sempre.