Incenso Fosse Música
(Paulo Leminski)
isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além
Paula
sexta-feira, 27 de julho de 2007
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Quanto Mais Vela Mais Acesa
(Elisa Lucinda)
Um dia quando eu não menstruar mais
vou ter saudade desse bicho sangrador mensal
que inda sou
que mata os homens de mistério
Vou ter saudade desse lindo aparente impropério
desse império de gerações absorvidas
Desse desperdício de vidas
que me escorre agora mês de maio.
Ensaio:
Nesse dia vou querer a vida
com pressa
menos intervalo entre uma frase e outra
menos respiração entre um fato e outro
menos intervalos entre um impulso e outro
menos lacunas entre a ação e sua causa
e se Deus não entender, rezarei:
Menos pausa, meu Deus
menos pausa.
Paula
(Elisa Lucinda)
Um dia quando eu não menstruar mais
vou ter saudade desse bicho sangrador mensal
que inda sou
que mata os homens de mistério
Vou ter saudade desse lindo aparente impropério
desse império de gerações absorvidas
Desse desperdício de vidas
que me escorre agora mês de maio.
Ensaio:
Nesse dia vou querer a vida
com pressa
menos intervalo entre uma frase e outra
menos respiração entre um fato e outro
menos intervalos entre um impulso e outro
menos lacunas entre a ação e sua causa
e se Deus não entender, rezarei:
Menos pausa, meu Deus
menos pausa.
Paula
domingo, 15 de julho de 2007
Poemas Visuais
Vamos preencher o espaço vazio que por vezes surge entre uma palavra e outra, por figuras que completam e despertam pensamentos...
MIS
quinta-feira, 12 de julho de 2007
...
Serenata Sem Estrelas
Zequinha
"Só como um cantor
Vejo a noite cair
Debaixo dos meus pés
Como um edifício cai
E eu quisera ter
A música do mar
As frutas do pomar
Antes da chuva vir
No out-door luminoso
A vida a mentir
Nenhuma estrela mais perto dos olhos
Ninguém
Ecos de um rádio antigo
Eu penso ouvir
Um cigarro um segredo e nada além
Quanto mais ando mais perco
Teu rastro armadilha na estrada sem fim
Choro em silêncio a dor
Sofro mas nem a lua tem pena de mim
Sei mais caminhos que os meus sapatos
Na escuridão esperava por ti
Mas ontem rasguei teu retrato
Te matei e dormi"
Vejo a noite cair
Debaixo dos meus pés
Como um edifício cai
E eu quisera ter
A música do mar
As frutas do pomar
Antes da chuva vir
No out-door luminoso
A vida a mentir
Nenhuma estrela mais perto dos olhos
Ninguém
Ecos de um rádio antigo
Eu penso ouvir
Um cigarro um segredo e nada além
Quanto mais ando mais perco
Teu rastro armadilha na estrada sem fim
Choro em silêncio a dor
Sofro mas nem a lua tem pena de mim
Sei mais caminhos que os meus sapatos
Na escuridão esperava por ti
Mas ontem rasguei teu retrato
Te matei e dormi"
Mis
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Poema do descarrego
puta da vida estou alguém me desconsertou
procurei me demorar mas não pude evitar
tentei fazer direito as coisas do meu jeito
mas aí veio a decisão e conseqüentemente a exclusão
para esse ser imbecil desejo o remorso senil
aquele que surge quando se percebe que a vida está além do que convém
idiotas à parte sigo minha viagem
tão sem graça e banal quanto aquele que me fez pensar mal
Paula
puta da vida estou alguém me desconsertou
procurei me demorar mas não pude evitar
tentei fazer direito as coisas do meu jeito
mas aí veio a decisão e conseqüentemente a exclusão
para esse ser imbecil desejo o remorso senil
aquele que surge quando se percebe que a vida está além do que convém
idiotas à parte sigo minha viagem
tão sem graça e banal quanto aquele que me fez pensar mal
Paula
Assinar:
Postagens (Atom)



