quinta-feira, 22 de novembro de 2007

blues vermelho com cortes nas laterais

fina chuva que corre enquanto escorre o tempo pelos minutos de ócio.
Fazem-se movimentos de nariz e boca, enquanto aquela gota vira goteira na cabeça de um tolo que passa.
Os passarinhos, não os ouço. Por que, quando chove, não os ouço cantarolar?
Estranho esse modo de pensar nas coisas. Sempre tão coisas, sempre de um jeito tão estranho. Essas coisas que ficam, que se penduram na roda dos nossos pensamentos até que consigam um bom lugar para se instalar. Que coisa chata! O estado crítico do estado estático. Parado de mim! Tinindo TRINCANDO. (ARETHA evocando aplausos celestiais, enquanto o sangue percorre fervoroso pelas veias)
Já não é mais quinta-feira. Estou presa a uma cadeia de notas circuncidadas pela auréola de metal resplendoroso. E, nas laterais, estão os cortes – de um vermelho físico - que não se cicatrizam, que pendem para a parte interna/interina do blues. Que já se tornou apenas meu.



Paula

3 comentários:

Gabriela disse...

Uau!!! Mas que teclado afiado minha gente!

ze disse...

Hey, Red.
Check it out.

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They love me. :-)))))))

ze disse...

Tua praga pegou mesmo, kid.

Até agora, nada. :-((((((((
Guess what goes around, comes around.

Creio que só em 2008 :-O

Miss u.
Come back.
Beijos.
RWN