my cherry ghost
hoje faz uma semana
que a gente se viu
e que ficou decidido que seria a última vez
o dia em que a gente ficou pra trás
de todas as lembranças
escondido bem no meio daquela canção
da última viagem
dos livros trocados
dos poemas recitados
das declarações de amor
tô aqui pensando em te ligar
em dizer que já que não vai mais ser
eu queria que fosse pela última vez
já faz uma semana que eu tô me fazendo de forte
chorando quando tá tudo calado
e, às vezes, até sufocando
li ontem que a cada mil lágrimas um milagre
tô esperando
tô esperando ele acontecer
tô esperando ver se tudo isso muda
se essa roda gira
se o mundo se mostra tão grande quando ele diz ser
tô aqui esperando
e não sei se faria muita diferença pra você
mas pelo menos escrevi mais um poema bobinho
que nem sei como terminar
Paula
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Ah, vida, vida, vida! Não me deixa aqui sozinha,
não quero de novo uma despedida, não me deixa aqui nessa cilada desmedida,
nessa falta de perspectiva, com esse coração atordoado que só você sabe como é só, como é dó, como é quando fica sem cor, sem amor, sem jeito de dar jeito em nada.
Ah, vida! Não me deixa esperar, não me deixa esperada, desesperada.
Ah! Vida! Me dá um rumo, uma chance de cem vidas, com cantos, contos, encontros...
E desencontros só se for com o absoluto, porque chega de lutos, de desamores,
de amolações.
Mais vida como aquela do poeta, não esqueça, bem daquele jeitinho,
com a poesia da poesia, das palavras bem escritas,
do poema que se completa por si só.
Paula
não quero de novo uma despedida, não me deixa aqui nessa cilada desmedida,
nessa falta de perspectiva, com esse coração atordoado que só você sabe como é só, como é dó, como é quando fica sem cor, sem amor, sem jeito de dar jeito em nada.
Ah, vida! Não me deixa esperar, não me deixa esperada, desesperada.
Ah! Vida! Me dá um rumo, uma chance de cem vidas, com cantos, contos, encontros...
E desencontros só se for com o absoluto, porque chega de lutos, de desamores,
de amolações.
Mais vida como aquela do poeta, não esqueça, bem daquele jeitinho,
com a poesia da poesia, das palavras bem escritas,
do poema que se completa por si só.
Paula
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